Criatividade e conectividade

Já imaginou como as mudanças atuais vão impactar o marketing das empresas daqui em diante? A cada dia surgem novas ferramentas para aferir dados e facilitar a extração de informações importantes para profissionais e para marcas. Temos hoje um enorme volume de dados coletados a cada segundo e que promete interferir diretamente no processo de tomada de decisão de empresas que pretendem aproveitar o momento.

Para embarcar nessa nova fase, agências e profissionais de marketing estão de olho nessa oportunidade e estão conectando marcas a consumidores com a iminente possibilidade de relacionamento jamais vista. E isso, logicamente, oferece insights que conduzem planos de marketing, estratégias comerciais, lançamento de produtos. O céu deixou de ser o limite para nos apresentar um horizonte muito maior. Big Data, Small Data, por exemplo, são alguns dos termos que provocam as mentes pensantes. Mas, afinal, o que podemos fazer com tanta informação?

Respostas estão surgindo e não tenho dúvidas de que funcionem e que serão aperfeiçoadas ao longo do tempo. A questão agora é se isso realmente é ou deve ser o grande trunfo das agências para oferecer a seus clientes propostas mais precisas e baseadas em dados coletados em tempo real. Vejo muitas empresas monitorando redes sociais, fazendo SAC 2.0, coletando menções, direcionamentos e montando relatórios com uma enxurrada de dados. Isso é importante, mas não pode ser o camisa 10. O pulo do gato não é o grande volume de dados, e sim o que se pode fazer com eles. A inteligência que se tira de tudo isso é o que importa.

Não podemos esquecer que a grande estrela da publicidade é a criatividade. Não se pode colocar que os benefícios da conectividade possam mudar a essência das agências do futuro. Se o processo criativo for trocado por ações baseadas em dados somente, teremos um conjunto de marcas com posicionamentos muito parecidos. A criatividade é insubstituível. A frieza dos números não cativa as pessoas, ideias criativas baseadas nesses números, sim. Devemos usar o leque que a tecnologia nos oferece com inteligência suficiente para continuarmos criando estratégias e campanhas supercriativas, capazes de formar marcas com tom emocional que aproximem cada vez mais as marcas das pessoas comuns.

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Pedro Simões
Publicitário com especialização em Administração de Empresas pela EAESP/FGV. Sócio-diretor da Esgrima Propaganda e coautor do livro Jovens Empreendedores.
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