Clicar criança sempre foi um desafio. Imagine 14 ao mesmo tempo
21 de dezembro de 2011
No início da história recente da agência, um projeto ousado e desafiador entrou em pauta na criação: o lançamento de uma marca de roupa infantil. Para esse projeto, nada mais certo do que ter em nossa campanha imagens de crianças. Afinal de contas, a marca era para elas.
Criação pronta, ideia aprovada, produção agendada. Tudo perfeito! Certo?
Errado. A história começa agora. Eram muitas crianças. No início eram quatro que viraram 14 que se transformaram em 100. Parecia uma creche, no horário do recreio. E junto com elas estavam as mães e os pais.
Você deve estar pensando: – caberia tudo isso no estúdio? – por que não se programou e não se criou um cronograma de horários para os cliques? Pois é, tudo isso foi feito. Só que com criança, tudo é diferente e improvável.
Os produtores posicionaram a menina mais bonitinha, alegre e risonha, na frente da câmera e pronto! A menina se transformou! Virou a bruxinha do estúdio. Chorava, gritava, parecia que estava indo para a forca. Seria só um clique, um sorriso!
Põe-se a menina de lado, por um minuto. Vem o menininho descolado.
Bom, ele era o carinha que precisava ficar com uma bola. Aquelas de parque de diversão. Óbvio, não deu certo, menos uma lâmpada no estúdio. Nessa altura do campeonato, tudo era brincadeira. Tinha criança correndo pelada de um lado pro outro, mãe dando risada, pai dormindo no sofá. Sem contar um pequeno problema, alugamos um galpão por um dia. Isso mesmo, só isso. A verba era justa e tivemos que fazer acontecer.
No final das contas, aprendemos uma coisa. Tem criança? Leva bala, doce, refrigerante. Só desse jeito para parar a molecada e fazer pelo menos darem um sorriso na frente da câmera, mesmo que seja para tirar a bala no Photoshop.